Agora são horas e minutos - Bem-vindos ao Memories!


07 abril 2017

Ciranda


Se o mundo dá tantas voltas, volta e meia eu quero dar...
Na ciranda o que me encanta é o chegar.
Lou


Eric Drooker

22 março 2017

Era uma vez...



Era uma vez um dois sem três.
Cada pisada que dava o dois
ficava na esperança de encontrar companhia.
E dia após dia, nada acontecia.
Num dia de sol, na calçada choveu
e em cores se fez o era uma vez.
Num toque apressado o dois conseguiu,
seu três fez-se amigo num espelho fugaz
mas logo desfez-se e desapareceu.


Lou Ferro

Pintura de Leszek Sokol

31 dezembro 2016

*** Feliz 2017 ***




Vida - pobreza + paz = Felicidade

Vamos pensar nisso neste novo ano que vai chegar?
Feliz 2017 para todos os nossos queridos amiguinhos!


  Lou


24 dezembro 2016

A Luz


  ela                             lá                                                  estava
     tão bela               que era                 aquela luz cintilante
       estrela mais luminosa...  brilhando de madrugada.
e atrás das dunas deitada...
guiando a mente de alguém que de bem longe vinha
traçando seu próprio caminho... naquele horizonte lindo...
em brisa terna buscando                     um afago ou um carinho
do alto vindo...                                                     de mão estendida
procurando                                                                                o sentir
felicidade                                                                                            e ali
estava                                                                                                     aquela
                                                                                                                        luz.


Lou Ferro

20 dezembro 2015

Boas Festas!


Cores que se misturam criam novas e múltiplas nuances que, variadas e mesmo desiguais, quando aproximadas com respeito, enriquecem a arte de viver.


Feliz Natal!
 Um Ano de Paz!

Lou


 Pablo Picasso - Culturas diferentes na dança pela Paz


06 agosto 2015

O que é, o que é?...




O que é uma vovó?
De que lado está me olhando?
Seus cabelos de que cor? Sua boca me chamando?
Não sei se ela é bonita,
nem se é grande ou pequena...
Às vezes é tão branquinha,
outras é tão morena!
Só sei que quando me abraça,
sinto tudo diferente...
Ela me aperta tão forte e rodopia no ar!
Seu perfume me diz coisas que eu não consigo contar...
O que é uma vóvó, eu nem posso imaginar!

Lou Ferro

23 janeiro 2015

Abelisa


Me contaram que...
Num lugar bem longe e bonito, morava uma rainha chamada Abelysa.
Ninguém sabia porquê...
Nos caminhos da serra, na beira do rio...
Tanto de noite, como de dia, a bela rainha aparecia, mas...sempre sozinha!
Pensavam que ela era triste, mas não parecia...
Que era má e antipática, mas não parecia...
Que era pobre ou doente, mas não parecia...
Julgaram que não tinha casa.
Talvez sem ninguém que lhe desse carinho.
Coitada! Quem sabe, o seu sofrimento!
Até já havia quem lhe ouvisse o lamento.
Numa manhã fresca, já diziam ''fria!''
Num dia de sol, ''calor de rachar''!
Numa orvalhada, ''uma chuva danada''!


Ilustração de Mary Barker

Mas num belo dia, que surpresa tiveram!

Todos viram bem, difícil de acreditar!
Abelysa feliz, às cambalhotas, de um lado para o outro, toda agitada...
Festejando a primeira flor da Estação, de uma amendoeira rosa!
Viram também chegando suas amigas, tantas, tantas, que nem se podiam contar!
Tanta alegria, tanta dança, tanta música no ar!
Adeus falação...
De ''tristeza'', de'' pobreza'' ou de''solidão''.
Adeus ''manhãs frias''...
''Calor de rachar''...
Adeus ''chuva'', adeus ''lamento''.
Nada de ''sofrimento''!
A bela rainha Abelysa só estava se preparando para fazer a festa naquele esperado dia!
Quem podia imaginar?


Lou Ferro

                                                                                          

15 janeiro 2015

Sabiá bebeu licor




Ilustração de Anna Silivonchik

Sabiá bebeu, bebeu
Sabiá bebeu licor...
Sabiá toca vióla
Sabiá, canção de amor!

No caminho de Goiás

Quem achar um lenço é meu...
Molhado nos quatros cantos
Quem chorou nele fui eu!

Ribeirão que corre água

E no fundo corre areia...
Se namoro fosse crime
Eu morava na cadeia!


19 abril 2014

*


Uma boa Páscoa para os meus queridos amiguinhos! 
Um abraço imenso, do tamanho do mundo!


Lou

06 setembro 2012

Nina



Será possível prever,quando que vai nascer um laço estreito tão forte e de tanto bem-querer?
Muito se diz do sangue, dos implicados no mesmo, mesmo sem o saber...
Muitas voltas dá o mundo e muitos passam sorrindo... sem nos ver.
Mas numa hora mais torta, um olhar nos reconforta.
Nasce e nos faz renascer!...



Lou Ferro

15 setembro 2009

A herdeira de Jade

  

Ilustração de Rae Nakajima

Maria tinha uma gatinha chamada Jade, por ter uns belos olhos verdes. Ela adorava se aninhar no seu colo, enquanto Maria fazia os trabalhos de casa ou via televisão. E nem queiram saber como Jade ficava feliz quando Maria regressava à casa, depois da escola ou de um passeio! Se enroscava toda em suas pernas e mal deixava Maria caminhar! Nas horas das refeições, era Maria quem preparava o pratinho de Jade, com muito cuidado, não fosse alguma pequena espinha de sardinha passar sem que ela se apercebesse! Dava-lhe o banho, escovava seu pelo macio... e antes de dormir, brincavam com uma peninha de gaivota que sua mãe havia encontrado na praia. Uma linda amizade unia as duas!
E veio a primavera com seus perfumes e cores. Toda a natureza em festa! E num desses dias lindos, Maria, ao regressar da escola, não teve a recepção feliz de sua amiga. Procurou-a por todos os cantos da casa, mas nada. Procuraram por todas as ruas e casas da vizinhança, mas nada. Jade tinha desaparecido. Maria ficou muito trise. Sua mãe queria adoptar uma outra gatinha, mas Maria não imaginava substituir sua amiga querida. Todas as tardes ela ficava olhando pela janela, na esperança de ver Jade voltando... E o tempo  foi passando...
Chegou o outono e a volta às aulas. Dias mais frescos e mais pequenos... E foi no final de um desses dias, quando Maria já se preparava para ir dormir, que ela escutou um barulhinho do lado de fora da janela do seu quarto. Curiosa, foi espreitar pela vidraça, e viu uma bolinha aveludada muito pequenina, com duas luzinhas verdes faiscando como duas esmeraldas! Abriu depressa a janela e antes que se desse conta...zupt! A bolinha saltou para dentro do seu quarto e foi direto para a sua cama. Maria, com os olhos arregalados, nem podia acreditar no que via! Ao aproximar-se, viu que era uma filhotinha e reconheceu aqueles lindos olhos verdes, e sua expressão meiga e doce! Era bem a filhinha de Jade!
Foi correndo à cozinha buscar um pratinho de leite morno e quando se deu conta, já a gatinha tinha encontrado a peninha de gaivota e brincava com ela feliz!
Maria adormeceu tranquila.
Sonhou que tinha Jade ronronando em seu colo e que, entreabrindo os seus lindos olhos, lhe dizia: - Obrigado Maria!



Lou Ferro

12 setembro 2009

A sereia Cecília



Ela costumava nadar com uma amiga de infância, e todos os dias partiam para novas descobertas e aventuras, correndo mares e oceanos.
Traziam sempre com elas relíquias e tesouros, que guardavam num belo cofre dourado, muito bem fechado com cadeado de madrepérola.

Um dia, sua amiga lhe contou que iria morar muito longe dali, e que dificilmente voltariam a se encontrar.

Cecília ficou muito triste e sozinha... Sua melhor distracção, passou a ser admirar os tesouros por elas encontrados durante os longos passeios.

Mas, depois de algum tempo, Cecília resolveu ir dar uma nadadinha, para exercitar suas barbatanas.

O mar pareceu-lhe vazio e triste, mas ela insistiu no seu passeio solitário. Até que, de repente, ela avistou um lugar maravilhoso! Um jardim de corais multi-coloridos! Chegando mais pertinho, ela se apercebeu de uma presença estranha e grande como um rochedo! Era o boto Macrocean, que também bastante assustado, arregalou seus grandes olhos e saiu correndo, ou...nadarendo, para sua habitação. Serena também voltou para casa, muito impressionada!

Mas, no dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, Cecília, curiosa, voltou ao jardim de corais, e ao avistar ao longe, Macrocean, admirou-se das suas belas cores e do seu jeito macio e delicado de nadar.

Aproximou-se pouco a pouco e foi logo se apresentando e cumprimentando o simpático boto.

E foi assim que aquela manhã passou tão rápido, para tanto assunto e tanta conversa, entre os dois novos amigos.

Desde aquele dia, os passeios se foram multiplicando.

Aquele hábito de procurar tesouros, que Cecília tinha, quando dos passeios com sua amiga, continuou com ela. Só que agora...




Ilustração de Cathy Delanssay


ela e Macrocean procuravam outras maravilhas, daquelas que habitam as águas, que fazem parte delas, e que estão sempre prontas a serem admiradas.

Aquela nova amizade tinha lhe ensinado a amar essas belezas, conservando-as em seus lugares naturais.

O verdadeiro tesouro daquela amizade, era a liberdade!


                Lou Ferro

A magia de Dora


Era um vez uma zebrinha chamada Dora, que vivia numa mata muito bonita e colorida.
Ela vivia contando as riscas do seu corpo. Todos os dias, depois do lanche, Dora ia para a sombra de um baobá centenário, e recomeçava a cotagem e recontagem... Mas eram tantas, tantas as suas riscas, que ela nunca conseguia terminar. Acabava sempre por adormecer antes! Para piorar mais, haviam riscas soltas nas suas costas. Por mais que se torcesse e contorcesse, não conseguia vê-las sequer!
Seus pais e irmãos estranhavam o comportamento dela, mas nenhum argumento servia para fazê-la desistir da ideia.
Um belo dia, Dora encontrou um amigo que não via há muitos anos. O gatinho Toquinho.
Contou-lhe a trabalheira que estava tendo com uma ideia que guardava consigo e que não podia explicar para ninguém.
Toquinho logo se propos a ajudá-la e assim o fez. Naquela mesma tarde, embaixo do baobá, quando o sol já se punha, a contagem terminou, enfim.
Dora voltou pra casa toda contente, repetindo sem parar, para não se esquecer: - São 254, as minhas riscas!
Durante aquela noite, ela fez muitas contas de somar, de multiplicar... operações e equações...e...muito cansada...acabou por adormecer!
No dia seguinte, ao ir fazer sua refeição matinal na beira do lago, ela se viu no espelho das águas e... admirou-se com sua nova imagem. Suas riscas, onde estavam? Escondidas nas somas e multiplicações?... Nem ela mesma sabia como explicar, só sabia que era isso mesmo que desejava. Ficar toda negra e lustrosa como uma pantera!
Voltou à correr para casa, toda contente. Encontrou seu amigo Toquinho que nem queria acreditar! Seus pais quase caíram para traz com o susto!
Com o passar dos dias todos se habituaram com o novo visual da Dora, que ficou muito famosa e respeitada por todos os animais daquela região e mesmo pelo mundo todo!




Ilustração de Quentin Gréban

Ciência e magia acontecem aos curiosos... quando a vontade é muito, muito grande!


                                                                                                                           Lou Ferro


Contentamento



Sr. sapo Jasmim, ficava escondido nas folhagens do caminho para ver o quê?
 Dona rã Magnólia bem sabia!!!

 Era para esperar passar uma certa menininha, visitante costumeira daquele lugar.

 Era uma vez um um domingo no Parque.

 Era uma vez uma menina que, quando ia ao Parque, ficava tão feliz... que até voava!

 Pula sapinho... pula rãzinha...



 Entre um salto e um pulinho, sempre se voa um pouquinho! 

Lou Ferro